comunicação | Notícias

30.06_Ministro_participa_de_mutirao_de_migracao_de_radios_da_Paraiba.jpg

“Apesar dos avanços tecnológicos, rádios permanecem no cotidiano do brasileiro”, afirmou ministro.

A afirmação foi feita pelo Ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, em João Pessoa (PB), durante a cerimônia de assinatura da migração no estado.
04/07/2017

A tecnologia avança e transforma o mundo, mas a radiodifusão sempre encontra seu espaço para permanecer no cotidiano da sociedade, desde a transmissão das primeiras ondas radiofônicas, há mais de um século. A avaliação é do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, que participou nesta sexta-feira (30), em João Pessoa (PB), de cerimônia em que cinco emissoras paraibanas assinaram termos aditivos de adaptação das outorgas para migrar da faixa AM para a FM.

"Se há uma marca deste século é a da tecnologia. Os nossos bisavós moraram em um planeta totalmente diferente. Nossos bisnetos vão conhecer um mundo completamente diverso daquele em que nós vivemos hoje, porque tecnologia, ciência e pesquisa transformam a vida em uma rapidez cada vez maior. Porém, com tudo isso acontecendo, algo tem ficado sempre: o rádio. As rádios fazem parte do cotidiano de todos os brasileiros. É algo que veio para ficar já há muito tempo. Enfim, é algo impressionante como as rádios são perenes. E essa é a razão de estarmos aqui, todos nós, festejando esse importante momento."

"Essa migração proporciona uma melhora sensível da qualidade do serviço prestado, tendo um som com bem menos interferência do que na faixa de AM e um custo que diminui bastante, já que os equipamentos são mais baratos, e a manutenção é quase inexistente", explicou Kassab. "Tudo isso aumenta a capacidade de investimento das rádios. Sobram mais recursos, porque o ouvinte fica satisfeito, o patrocínio chega mais fácil e, portanto, a receita entra, diante de menores despesas. Assim, mais profissionais poderão ser contratados e programas poderão ser melhorados. Quem ganha é o nosso país."

Das 1.781 rádios AM do Brasil, quase 1.500 solicitaram a mudança. Nesta primeira etapa, cerca de 960 veículos poderão operar na faixa atual de FM, de 88 Mega-hertz (MHz) a 108 MHz. As demais candidatas terão que esperar a conclusão do processo de digitalização da televisão, responsável por liberar espaço para todas as entidades que desejem fazer a modificação.

A mudança de faixa é uma reivindicação das emissoras AM de todo o país, que sofrem com a perda de qualidade do sinal, audiência e faturamento. Ao migrar sua operação, as rádios também podem ser sintonizadas em dispositivos móveis, como tablets e smartphones, a fim de modernizar o serviço.

Em cada mutirão promovido pelo MCTIC, são assinados os termos aditivos de adaptação das outorgas, um dos últimos passos do processo para a mudança. Depois disso, as rádios devem apresentar um projeto técnico de instalação da FM à Secretaria de Radiodifusão (Serad) e solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a autorização de uso da radiofrequência.

Fonte: Ministério das Comunicações