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  • Publicidade cresce até 9% no país em 2011

    Apesar da forte desaceleração da economia no terceiro trimestre de 2011, o mercado publicitário brasileiro fechou o ano com crescimento de 8% a 9% em relação a 2010. De janeiro a outubro, os investimentos na compra de espaço nos veículos de comunicação somavam R$ 22,8 bilhões, um avanço de 7,96% sobre o mesmo período de 2010.

    Os dados foram divulgados no final de 2011 pelo Projeto Inter- Meios, coordenado pelo grupo Meio & Mensagem (M&M), e mostram certa recuperação nos gastos dos anunciantes com mídia neste último trimestre até setembro, esses investimentos cresciam a uma taxa de 6,96%.

    Em um ano em que não houve grandes eventos e foi também o primeiro dos novos governos (tanto estaduais como federal), foi um crescimento consistente, que deve se manter em 9% em 2012, disse Luiz Lara, presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade, referindo-se à Copa do Mundo da África do Sul em 2010 e as eleições no Brasil (presidencial e de governadores).

    A combinação desses eventos com um período de forte atividade econômica, fez de 2010 um dos melhores anos para a publicidade nacional, em que o mercado cresceu 17,5%. Como em 2011 ainda foram sentidos os efeitos causados pela crise internacional, a evolução do mercado no ano, mesmo sendo de 9%, é comemorada pelos especialistas.

    “O ano foi muito favorável, pois apesar de toda a incerteza que a crise traz às empresas, vamos chegar muito perto do crescimento previsto no início do ano, que era de 10%”, diz José Carlos Salles Neto, presidente do grupo M&M. A internet continua sendo o meio em que os investimentos mais crescem: 22,2% até os dez primeiros meses de 2010. Com os R$ 1,14 bilhão recebidos de anunciantes, a fatia da internet chegou a 5% do bolo total.

    Com expansão de 8% no ano, os recursos destinados pelos anunciantes à TV aberta continuam muito acima do que é destinado a outros meios: somaram R$ 14,4 bilhões em dez meses, o que dá às emissoras abertas 63,25% do bolo.

    É importante os radiodifusores acordarem para os novos investimentos que despontam no mercado, abrindo espaços em seus sites realizando ações em outras mídias digitais. Com isso, as mídias tradicionais só tem a crescer.


    ASSERPE